Por Onde Anda - Jorge Dias dos Reis

11/09/2018

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* Texto publicado originalmente em nosso jornal Fator A, edição 34, de maio de 2015
Edição: Raphael Ramirez


Nasci no dia 30 de julho de 1937, na chácara dos meus avós, na cidade de Santo Antônio da Platina (PR). A minha infância foi muito boa, entre a chácara, o sítio dos meus pais e a cidade. Somos em seis irmãos no total. Fiz o primário no Colégio Ubaldino do Amaral, e concluí os meus estudos no Colégio Rio Branco, fazendo o curso técnico em Contabilidade.

Entre 1956 e 1957 fiz o exército em Ponta Grossa, como soldado, e depois como cabo e 3º sargento. Meus avós maternos e paternos são de origem mineira e paulista, sendo pioneiros nesta cidade. Trabalhavam com agricultura e pecuária de leite, e eu aprendi ainda pequeno a dedicação deles no trabalho e nos negócios.

A convite do meu colega do curso técnico em Contabilidade, sr. Heráclito, que à noite era sub-gerente do Bancial, iniciei como contínuo naquele banco em março de 1958, e a seguir passei para as carteiras de cobrança, conta corrente, desconto e balancete diário. Em 1963 aceitei o convite do meu colega de futebol, Basílio Vilani, que era contador da agência Bamerindus e iniciei no banco como caixa e chefe de seção, cargo que exerci por cinco anos. Aprendi muito com o Marco Baggio e o Paulo Gasparotto, que eram contadores. Depois da saída deles, eu assumi a contadoria por um ano.

Em março de 1968, por indicação do sr. Etelvino Marca, assumi a minha primeira gerência na cidade de Quatiguá. A primeira visita que recebi foi de nosso saudoso Presidente, o sr. Avelino A. Vieira, que disse ter boas referências a meu respeito, mas que eu não deixasse de ler diariamente as circulares e os manuais que o banco enviava.

Em 1969, a pedido do nosso regional, o sr. Luciano Bergstein, assumi a gerência de Tomazina, e novamente recebi a visita do sr. Avelino, que me entregou a chave do seu apartamento que ficava em cima da agência, para que eu ficasse responsável, pois quando ele visitava a cidade, dormia naquele lugar. O melhor cliente da agência era o seu pai, o sr. Miguel Antônio Vieira.

Em janeiro de 1971 fui transferido para Carlópolis. Cheguei na época das indenizações das represas de Carlópolis e Ribeirão Claro, que me deram volume de depósitos e aplicações. Em 1973, assumi a agência de Wenceslau Braz, e agradeço de coração a duas pessoas: Douglas Kalil, o “cavalo” da Seguradora-Jacarezinho, e o gerente regional Raul J. Brenner.

Em janeiro de 75 fui transferido para Cambará. Dois anos depois, a pedido do regional Ademar Zanini e do diretor Sr. Jayme Beckert, assumi a agência de Santo Antônio da Platina, justamente aonde iniciei a carreira no banco e residem todos os meus familiares e os da minha esposa. Recebi do Presidente, o sr. Thomaz Edison, o projeto para a construção da nova agência. Lá convivi com os regionais Ademar Zanini, Raul Jacob Brenner, Orlando França, Bruno, Ari Vetorello, Aroldo Martins e Antonio Pedro.

Em setembro de 80 aceitei o convite do sr. Ademar Zanini e fui para a agência Centro-Aracaju (SE), onde fiz um grande amigo, José Newton. Em 1983 assumi a agência Centro de Maceió, onde aprendi a negociar com usineiros, pois havia naquela época 33 usinas de açúcar e álcool no estado de Alagoas. No ano seguinte assumi a agência Centro-Fortaleza, onde convivi com os regionais Ademar Zanini, José Maurício e o grande companheiro das horas difíceis, o gerente administrativo Schmidt.

Em abril de 1986, a convite do diretor Henrique Padilha, assumi a agência de Alcântara – São Gonçalo (RJ), e residia na praia de Icaraí – Niterói (RJ). Agradeço a todos os companheiros do banco que me ajudaram na adaptação. Me relacionei muito com os gerentes regionais Flávio, Seu Rodrigues e Borges; os gerentes Domingos, Carlinhos, Ésio e Chiquinho, entre muitos outros. Em agosto de 1989 retornei para Fortaleza, onde o meu filho estava trabalhando, e agradeço de coração aos amigos que me indicaram – Mariani, José Maurício e Padilha. Abri lá as agências Bezerra de Menezes, Sena Madureira e a Antônio Sales.

Não esqueço o grande amigo Ademir Zanini, pois convivi com ele e com a sua família nas cidades de Cambará, Aracaju, Maceió e Fortaleza. Aroldo Martins é outro grande amigo; nos conhecemos em 79, em Santo Antônio da Platina; nos encontramos novamente no Rio de Janeiro e, mais recentemente, no jantar da APABAM; alguns dias depois, junto com o amigo Mariani e sua esposa, fomos até Piraquara, almoçar com sua família.

Aposentei-me em fevereiro de 1994, e como tinha o meu apartamento aqui em Santo Antônio da Platina, e todos os meus familiares, retornei à cidade e trabalhei um pouco com seguro. Hoje moro na casa que construí no condomínio Morumbi, aonde já fui diretor financeiro, presidente interino, síndico e membro do conselho fiscal. Já participei com a família de três jantares da APABAM, um almoço no Clube de Campo, do Encontro de Ex-Bamerindianos em abril de 2013, também no Clube de Campo, Churrasco em junho de 2013, em Londrina, organizado por Roberto Ariozo, mesmo residindo a 370 km de Curitiba.

Conheci a Margarida em outubro de 1957, nos casamos em 1965, e temos dois filhos; Ricardo, de 47 anos e dois netos, Davi e Eduardo, e residem no Piauí; e a Rosane, de 35 anos e duas netas, Beatriz e Maria Clara, residem em Curitiba.

Desde os 15 anos pratico esporte: primeiro fui goleiro de futebol e futsal – joguei por todas as cidades em que fui gerente; um pouco de basquete desde o ginásio. Ainda hoje jogo, de quatro a cinco vezes por semana, pois o esporte é essencial para se manter uma saúde de qualidade.

A APABAM tem um valor inestimável, pois complementa a nossa autoestima após o banco. Agradeço a todos os companheiros que, orientados pelo deputado federal Basílio Vilani, não mediram sacrifícios para conseguir o que temos hoje, mais segurança, e conclamo a todos os colegas já aposentados que se associem à APABAM, pois o ideal seria a adesão de 100% dos apabeanos.

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